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02-Jul-2007

A Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” tem como objectivos a promoção cultural, desportiva, recreativa e social dos associados e seus familiares, o estreitamento dos laços de união entre si e o fomento do seu desenvolvimento intelectual e físico.

Para realização dos fins a que se propõe, a Sociedade tem as necessárias condições ao aproveitamento dos tempos livres dos seus associados, promovendo e fomentando a prática de actividades culturais, desportivas e recreativas, orientando a sua acção dentro de princípios democráticos, de solidariedade e união fraterna com todas as Colectividades, Clubes e outras Organizações culturais, desportivas e recreativas, nacionais e estrangeiras que visem atingir objectivos comuns.

A Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” desenvolve parcerias e protocolos de colaboração com instituições públicas e privadas e com sociedades congéneres.

A Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” tem sede no Largo 5 de Outubro, n° 1, na vila de Palmela. À data da sua criação, a Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” – 25 de Outubro de 1852 – Funcionou na residência do Senhor Joaquim José Correia, na Rua de Santo António (actual Rua Heliodoro Salgado) e após alguns meses de aprendizagem começaram os ensaios na casa de João José Salgueiro no Largo da Boa – Vista, casa essa que está assinalada com uma placa evocativa.

Sede do Largo da Boavista - Palmela

Em 1865 passou a Sociedade a utilizar o salão dos antigos Paços do Concelho (devido à extinção do Concelho em 1855, transferindo-se depois de 1910 para uma dependência da residência de Monsenhor Manuel Inácio Simões, na Rua do Castelo, este edifício ainda existe no Largo Afonso Henriques (antigo Largo do Arrabalde podendo-se ver o salão e o palco utilizados pela Sociedade. Com a morte de monsenhor Simões a sede da Sociedade instalou-se em 1920 num primeiro andar no nº 17 do Largo da Feira (Touril) actual Largo 5 de Outubro com passagem prévia por um armazém na casa de Joaquim da Costa Borrachote.

 

Sede nos Paços do Concelho - actual Salão Nobre da C.M.de Palmela
 

 

 

Sede no Largo do Arrabalde - Palmela

 

O edifício do Largo da Feira cedido pelo proprietário Francisco Carvalho de Moureira e Silva apresentava algumas inconveniências por ser constituído por salas desniveladas.

Em consequência a Sociedade deixou temporariamente de ter Grupo Cénico em virtude de a sede não dispor de palco.

Sede do Largo da Feira - Palmela

Esta sede era composta de um vestíbulo de entrada, quartos que serviam para “ Gabinete de Direcção, secretaria, “quarto do mestre”. A parte em baixo das escadas foi aproveitada para arrecadação. Outros dois quartos situavam-se neste piso servindo para jogos e para o bufete. Acima deste piso localizava-se o Salão de Festas a que se acedia pelo vestíbulo ou pelo bufete. Um pequeno palanque servia de palco. O Salão estava devidamente decorado com cortinados, reposteiros, retratos de fundadores e de outros. Numa parede existia uma vitrine com o estandarte e um trombone de varas fora de uso que tinha pertencido a um tio do proprietário do imóvel.

Sendo já acanhadas as instalações da Sociedade, ao tempo no Largo da Feira, começou a surgir a ideia da construção de um edifício próprio.

Aníbal d`Almeida Cabica, nessa altura director, sabendo da existência de uns terrenos pertencentes à Câmara de Setúbal, no mesmo Largo, procurou adquiri-los. Postos em praça, logo os comprou, tendo outorgado na respectiva escritura com o seu colega João Bernardino d`Almeida, em nome da Sociedade, e sendo a despesa total de 1.400$00.

Esses terrenos foram acrescentados com algumas parcelas cedidas graciosamente pelo falecido proprietário Sr. Francisco Carvalho de Oliveira e Silva que também ofereceu a madeira necessária para a construção do edifício, e ainda outra faixa de terreno também graciosamente cedida, mais tarde pelos seus herdeiros.

Conseguidos, assim, os terrenos, seguidamente se formaram comissões destinadas a angariar os meios necessários para se dar começo a essa grande obra e que ficaram constituídas desta forma:

Para aquisição de materiais - Alberto da Silva, Manuel Tomé Lopes, Izidoro Paula, Joaquim Adelino Saraiva, Gabriel da Silva Júnior.

Para angariar donativos – Augusto Joaquim Alves, António Martinho de Sousa, Ovídio Ferreira, Joaquim Mamede da Costa, Manuel da Costa Pinto, Manuel Joaquim de Oliveira, Henrique da Costa Paula, António Cardoso Maçarico, Manuel d`Almeida Mateus, Joaquim Monteiro, José Henrique Miranda Jones, Aníbal d`Almeida Cabica, Manuel Tomé Lopes, Izidoro Costa Paula, Joaquim Adelino Saraiva e Manuel Bernardino d`Almeida.

Para organização das festas - Mário d`Almeida Mateus, José Delícias, Lucilio da Costa, José Miranda Jones, João Urbano da Cardoso Machado, António Rodrigues Galinho. José Rodrigues Papa, Salvador dos Santos, João Bernardino de Almeida, José Henrique Miranda Jones, Izidoro Ferreira e Filipe d`Almeida Cabica.

Sede do Largo do Touril - Palmela

Iniciada a construção da sede, sob planta do Sr. João Pereira, chefe de Conservação de estradas, graciosamente feita, durante a qual houve alguns períodos de interregno, conseguiu, enfim, a Sociedade ver realizada uma das suas maiores aspirações, dispondo hoje de um magnífico e valioso edifício, tendo-se já iniciado a sua ampliação com outro anexo.

Foram muitos os donativos, quer em dinheiro, quer em materiais e não menos importante e valiosa foi a ajuda prestada por muitos sócios que gratuitamente deram o seu trabalho.

A nova sede foi inaugurada em 1939 no dia 25 de Outubro comemorando-se o 87º aniversário da Sociedade.

A Direcção constituída por Lúcio Borges da Costa, Abílio Baptista e José Cardoso da Costa organizou um conjunto de festividades que incluiu uma Sessão Solene, um concerto pela Banda dirigida por Francisco Vil Nova, um Baile de Gala dedicado à Comissão de Construção da Sede (no dia 26) e uma apresentação de uma revista pela Sociedade Filarmónica Estrela Moitense.

A Direcção depois de se congratular com os fins das obras, sendo a nova sede a realidade com que os Loureiros sonharam sublinhou o nome dos sócios que mais se destacaram e mais directamente interviram na construção do edifício, a saber:

Emanuel de Oliveira e Silva (entretanto falecido), Augusto Joaquim Alves, Lúcio Borges da Costa, António Cardoso Maçarico, Manuel Tomé Lopes, Mário de Almeida Mateus, Aníbal de Almeida Cabica, Lucílio Cirilo da Costa, João Bernardino de Almeida, José Henrique Miranda Jones, Jones Miranda, José Miranda Jones, Joaquim Fernandes, Vírgilio Miranda Jones, Ovídio Ferreira, Alberto Silva.

Sede do Largo do Touril - Palmela 1939

Como refere a Srª Vírginia Santos, investigadora em história de arte, a respeito da arquitectura da Sede da Sociedade Filarmónica Palmelense “Os Loureiros”, data de 1925 o projecto inicial de construção da antiga Sede de “Os Loureiros”. Dificuldades no financiamento da obra, que dependia bastante da boa vontade e da disponibilidade dos associados para levar adiante a construção, determinaram a sua conclusão dez anos depois em 1935. Passado quase um século desde a sua fundação , em 1852, aquela Sociedade Filarmónica possuía a partir de então um local próprio de convívio, ensaio e actuação. O edifício em questão constituía um exemplo de arquitectura regional, bastante sóbria, que se harmonizava com a especificidade do casario térreo de Palmela nos anos 20 e 30. Da porta não só continha elementos identificativos da Sociedade Filarmónica na parte superior como era ainda o mais ornamentado do edifício, ostentando sugestões de volutas estilizadas em ferro forjado, que faziam lembrar vagamente o modelo decorativo, exuberantemente vegetalista, da Arte Nova que, enquanto “estilo” arquitectónico francês ligado ao prédio de rendimento burguês, nunca vingou em Portugal no plano da arquitectura propriamente dita.

A planta da antiga sede de “Os Loureiros” caracterizava-se pela assimetria derivada da inexistência de outro espaço com as características daquele a que correspondia o palco. As plantas assimétricas haviam sido praticadas inicialmente em Inglaterra na primeira metade do século XIX, pelo célebre arquitecto de “cottages” (espécie de moradias rústicas), John Nash. O interior do edifício consagrava os espaços de convívio e de actuação. O salão, para o qual se abria o palco, constituía a divisão interna mais ampla possuindo uma galeria, a que se acedia por escada, e uma abertura para o hall de entrada.

Próximos desse compartimento situavam-se outros espaços de consideráveis dimensões como eram o bufete e uma sala polivalente. Os lavabos localizavam-se no extremo nordeste da construção e incluíam um amplo depósito de água destinado a servi-los. A sede da Filarmónica Palmelense viria a conhecer a electricidade em finais dos anos 30, no seguimento dos trabalhos de electricidade em finais dos anos 30, no seguimento dos trabalhos de electrificação da Vila.

Finalmente, a fachada do antigo edifício procurava, através dos recursos utilizados, simbolizar as funções da Casa as quais estavam relacionadas com o culto das Artes. As colunas estilizadas, que pontuavam o exterior ladeando as entradas da Sede, associadas ao emprego de singelos medalhões utilizados como forma decorativa das paredes e ainda os conjuntos de escadarias que davam acesso às portas secundárias, produziam um forte efeito cenográfico numa aplicação regional de soluções, muito mais decorativas que construtivas, que contribuíam, de certa forma, para emprestar uma alma muito própria ao edifício.

Obras na Sede do Lardo do Touril - Palmela

Este edifício, com algumas adaptações como a construção de calibre para exibição cinematográfica manteve-se quase inalterado até ao fim da década de 60. Com efeito fazia-se sentir já o desconforto e a insuficiência do equipamento pelo que um Grupo de Sócios integrados em apropriada Comissão entendeu que era tempo de promover a remodelação do edifício.

Em Maio de 1968 foi criada uma Comissão de Melhoramentos que rapidamente se avistou com o arquitecto Renato Custódio Nogueira para este proceder ao estudo do projecto de remodelação da Sede que, aliás, incluiria o Ginásio.

As obras, porém, tardaram em arrancar pelo que sendo forçoso melhorou as instalações e o respectivo equipamento, a Comissão de Obras achou que poderia começar a equipar atempadamente o novo edifício, começando pelas cadeiras.

Para financiar a aquisição das necessárias 350 cadeiras foi lançada junto dos associados uma campanha de angariação de fundos. Foi solicitado , que quem, pudesse oferecesse, pelo menos uma cadeira cujo custo era de 100, 50. Admitindo-se que muitos associados não poderiam disponibilizar a verba em causa, estabeleceu-se para esses uma quotização especial que ficou a cargo de um conjunto de prestimosas senhoras. O montante total foi arranjado e as cadeiras foram compradas numa marcenaria de Oliveira de Azeméis. Ainda estão em uso!

As obras de remodelação da sala, do ginásio, do palco, anexos(sala de convívio, bar e restaurante iniciaram-se então. O custo estimado era de 2800 contos. Para o seu financiamento a Comissão deitou mão a todas as fontes possíveis: empréstimo da caixa Geral de Depósitos, peditório aos sócios e a empresas e, numa medida inovadora, um empréstimo solicitado aos associados, além de subsídios oficiais.

E, naturalmente, também a Câmara Municipal de Palmela.

Como se referiu a remodelação e ampliação da sede incluía a construção do Ginásio nas instalações já existentes (o ringue) que seria o primeiro a ser construído em Palmela passando a ser o único recinto coberto para práticas desportivas a existir na nossa terra.

Sede da S.F.P. Loureiros - Palmela 1972

Por sua vez, a construção deste ginásio justificava-se no âmbito das actividades da Sociedade no quadro da contribuição para a educação permanente do povo palmelense; neste contexto a formação desportiva complementava a formação cultural, actividade principal da Sociedade.

Para a obtenção dos subsídios oficiais muito contribuiu o Engenheiro Director da Urbanização do Distrito de Setúbal.

Fica registado o seu nome: Engº Rui Barbosa de Matos a quem a Comissão de Obras por carta de Fevereiro de 1973 manifestou a sua gratidão.

O empréstimo interno atrás referido tomou a designação de “Adiantamento por conta de quotizações” tendo sido proposto e aprovado.

Assim, a Sociedade emitiu “títulos” representativos dos adiantamentos no valor nominal de mil escudos. Não havia vencimento de juro, sendo as amortizações asseguradas pela entrega à Comissão de Obras de metade da quotização anual.

Este empréstimo rendeu, no ano da sua emissão, 203 contos e, com poucas excepções, foi permanentemente renovado na parte amortizável.

A partir de 1973 começou a realizar-se um “almoço convívio” onde se efectuava o sorteio dos títulos a amortizar. Logo no primeiro ano, alguns associados ofereceram à Comissão de Obras os títulos amortizados; outros preferiram reemprestá-los...e sujeitá-los, posteriormente, a novo sorteio, garantindo, desta forma, a sua presença nos almoços em que era servida excelente caldeirada cozinhada por António Pinga e Vitoriano Coelho, cozinheiros amadores e dedicados Loureiros.

Ao fim de muitos anos (mais de 10), finalmente os almoços dos sorteios acabaram . O empréstimo transformou-se pois em doação . Foi como que um “comprar zero, perpétuo” modalidade de financiamento que não consta nos livros de actividades financeiras e que constituem o sonho de qualquer director financeiro que se preze...

Depois de inauguradas em primeira fase em 30.12.1972, as obras continuaram ainda durante alguns anos, não só para completar as instalações iniciais, como também a construção do ginásio, indispensável ao desenvolvimento das actividades que a Sociedade veio a ter.

Em Janeiro de 1976 foi nomeada nova Comissão de Obras formada por:

Mário Lino da Silva, Fausto Baptista, Mariano Cabica, Tito Monteiro, Artur Santos, Sérgio Pavão, Humberto Biu, Idalécio Costa, Pedro Rodrigues, Albino Galhões e Alfredo Machete.

A construção do ginásio que tomou o nome de Ariolino Barrocas da Costa foi assegurada por nova Comissão de Obras nomeada em Maio de 1977 constituída por:

Mário Alberto Lino da Silva, Lúcio Calha, Acácio Costa, José Almeida Rodrigues, Humberto Cruz, Victor Borrego, Humberto Ferreira, Rui Manuel Torcato e Evaristo Torres.

Promovida por esta comissão foi lançado novo adiantamento sobre a quotização , com títulos de 500 escudos cada, cujo montante ascendeu a 228,5 contos. No entanto a construção do ginásio ficou a dever-se principalmente à acção do associado de que tornou o nome.

Em Agosto de 1994, nova comissão de obras começou a desenvolver trabalhos com a finalidade principal de proceder à ampliação e remodelação do palco e da sala.

Esta nova comissão foi constituída por:

Tito Monteiro, Carlos Salgueiro, Lúcio Calha, Hélder Paizinho, José Costa, Octávio Costa, Sérgio Pavão, Fausto Baptista, João Gabriel Baptista, Ariolino Barrocas e Rogério de Almeida.

Estas obras, orçadas em 18.000 contos ficaram concluídas em Outubro de 1998. O seu financiamento foi assegurado por entidades estatais, autárquicas, pela Sociedade que recorreu também à massa associativa.

Constituíram estes trabalhos a substituição das janelas grandes do edifício (que eram de ferro e passaram a ser de PVC), das alcatifas das paredes do balcão, da sala dos corredores por um lambril de madeira; pintura geral de todo o interior, substituição de canalizações (água e esgotos; revisão da parte eléctrica; substituições dos pavimentos do corredor principal do bar da cozinha e zona de restaurante, melhoria do equipamento da cozinha; colocação de tectos falsos na zona de bar e restaurante e outros pequenos melhoramentos. No palco foi substituído todo o equipamento, cortinas de fundo, bambolinas, pernas, sistema de calhas manual para construção de fundo.

As instalações que agora a Sociedade dispõe são na sua essência, as que foram remodeladas e ampliadas na década de 70. Depois disto, outras obras têm vindo a ser realizadas com carácter de manutenção e de remodelação.

Sede actual - Palmela 2002

As obras numa Sociedade como a nossa, jamais estarão completas. Lá se chegará como é timbre dos Loureiros que no passado e no presente nunca se negaram a contribuir com dinheiro e com trabalho gratuito (electricistas, pedreiros, carpinteiros, não específicos, etc.).

Edificio sede da S.F.P. Loureiros 2007

Sem deixarmos de ser gratos às instituições oficiais e particulares que nos ajudaram, as valiosas instalações que hoje possuímos devem-se em primeiro lugar, à fé, à dedicação e à persistência dos associados que sonham e fazem a obra nascer.

 
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