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17-Aug-2007

Publicado no jornal "Jornal do Pinhal Novo" de 12/07/2011

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Publicado no jornal "Voz das Misericórdias"do Pinhal Novo" de Março-2010

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Publicado no jornal "Jornal do Pinhal Novo" de 23/03/2010

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Publicado no jornal "Jornal do Pinhal Novo" de 16/02/2010

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Publicado no jornal "Jornal do Pinhal Novo" de 19/01/2010  

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Quarenta anos a cantar - Coro dos “Loureiros” celebra aniversário

Os quarenta anos do Coro dos Loureiros foram assinalados num ambiente de camaradagem e fraterno convívio, que reuniu dezenas de coralistas.

O Coro da Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” assinalou, no passado sábado, o seu 40º aniversário, com a realização de um jantar convívio, que reuniu dezenas de coralistas e sócios daquela emblemática colectividade de Palmela. O Coro conta com mais de meia centena de elementos e é uma referência não só na cultura local, mas também nacional.Rogério Almeida, presidente dos “Loureiros”, lembrou que ao longo dos 40anos de existência o Coro “tem participado em diversas iniciativas que decorremde norte a sul” e “é sem dúvida a actividade que mais frutos nos tem dado e nos deixa muito orgulhosos, embora nem sempre tenhamos a oportunidade de responder a todas as solicitações”.

Para Adilo Costa, vereador da Cultura,o Coro “representa diversas gerações e, sobretudo, muito trabalho para manter este grupo de pessoas, que já é uma família” e acrescenta “são grupos como  este que fazem com que as nossas colectividades sejam a terceira riqueza do concelho de Palmela” e consequentemente “a história dos Loureiros funde-se com a história de Palmela”.

Fernando Baião, presidente da Junta de Freguesia de Palmela, começou por lembrar que “falar dos Loureiros é falar de uma colectividade que ao longo dos anos tem sido um marco importante da história desta freguesia”.

 Nas comemorações de aniversário foram distinguidos os coralistas com 40, 30 e 25 anos de actividade.



Publicado no jornal "Jornal do Pinhal Novo" de 12/01/2010  

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Publicado no jornal "Concelho Palmela" de 20/12/2008

Recorte: Jornal Concelho Palmela 20/12/2008 



Publicado no jornal "Primeira Página" de 22/12/2006   

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 24/11/2006 

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 17/11/2006

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 10/11/2006   

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 03/11/2006  

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Publicado no jornal "Concelho de Palmela" de 27/10/2006

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 20/02/2004 

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Publicado no jornal "Primeira Página" de 06/02/2004

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Publicado no jornal "SETÚBAL NA REDE" de 30/06/2003

“Loureiros” querem reconhecimento por 150 anos de história

 

O presidente da Sociedade Filarmónica Palmelense (SFP) “Loureiros, Rogério Almeida, lamenta que as entidades autárquicas não tenham atribuído “ qualquer distinção” aos Loureiros, ao longo de 150 anos de “ininterrupta acção cultural”, uma vez têm vindo a contribuir para a “divulgação histórica e cultural” de Palmela. O reparo foi feito ontem, na cerimónia de lançamento do Livro “S.F.P. Loureiros – 150 anos de História”.

Rogério Almeida considera que os “Loureiros”, pelo “prestígio” que conservam, deveriam ser dignos de uma “acção de reconhecimento no concelho”, tal como acontece com “outras associações de natureza cultural e até mesmo comercial”. O presidente da colectividade referiu ao “ Setúbal na Rede ” que, não se tratando de uma crítica, a direcção da associação acha que as “entidades oficiais autárquicas” que se relacionam de forma mais directa com a SFP, deveriam ter feito, no âmbito das comemorações dos 150 anos de história, um “reconhecimento” oficial do trabalho dos “Loureiros”. Segundo o dirigente cultural, existem muitas entidades, “individuais ou colectivas” e com uma actividade que consideram “muitíssimo inferior à dos Loureiros”, a serem homenageadas pelos órgãos da autarquia.

Rogério Almeida, presidente dos “Loureiros” há 7 anos, considera que o percurso desta associação tem que ser “incentivado, encorajado e apoiado”, e realça o trabalho de desenvolvimento cultural que a sociedade Filarmónica Palmelense tem vindo a promover ao longo dos 150 anos de existência. 

Apesar da Câmara Municipal de Palmela não ter atribuído medalhas do concelho, a presidente Ana Teresa Vicente, garantiu “o compromisso de propor que uma dessas primeiras medalhas seja atribuída a esta casa”, salientado o papel de “parceiro cultural” que as colectividades representam para edilidade. A autarca explicou ao “ Setúbal na Rede ” que a homenagem evocada “não existe nas práticas da câmara” mas quando existirem medalhas do concelho “reconhecerá isso aos Loureiros”, tal como a outras instituições do concelho de Palmela. A presidente demonstrou ainda abertura para aceitar “propostas que tornem ainda mais digna e reconhecida a relação da câmara com as colectividades”, concluiu.

Para Ana Teresa Vicente, a Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” tem realizado “um trabalho de educação extraordinário” que complementa a escola e promove o “desenvolvimento das pessoas e da cultura”. A presidente refere que este é “um trabalho de serviço público que tem que ter um apoio nacional” e que “não se pode dispensar o papel do Estado no reconhecimento deste serviço público”, nomeadamente, dos Ministérios da Cultura e da Educação.

Sobre o livro, Ana Teresa Vicente disse ao “ Setúbal na Rede ” que esta é “uma história de uma grande família, de uma dedicação inteira às causas da cultura e da educação e que deve ser continuado pelas gerações futuras” e que a Câmara Municipal de Palmela apoiou “desde a primeira hora”.

O livro “S.F.P Loureiros – 150 anos de história” é uma compilação do trabalho de seis autores (texto e fotos) que, ao longo de 350 páginas, descrevem as múltiplas actividades da associação cultural mais antiga do concelho de Palmela. Da fundação da Sociedade em 1852 até aos problemas que tiveram com a PIDE em 1971, o livro termina com um apêndice fotográfico e de documentos históricos.

(Elsa Ribeiro Gonçalves)

 



 Publicado no Boletim Associativismo da Câmara M. Palmela de Agosto/2002

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Publicado no jornal "Concelho Palmela" de 01/05/1998

LOUREIROS - CORO APRESENTA CD 

 

O CD do Coro dos Loureiros já está na rua, após ter sido apresentado no passado domingo. “Locus Iste” foi gravado na Igreja de S. Pedro, em Palmela, nos finais do ano passado e tem como produtor Nanã Sousa Dias. 

Ao acto de apresentação do CD, assistiram entre outras personalidades da vida palmelense, Carlos de Sousa, presidente da Câmara e Antonieta Santos, do Pelouro da Cultura. 

O professor António Correia, no acto de apresentação, sentiu-se qual “Vasco da Gama perante o rei de Melinde, quando este lhe pediu para que lhe falasse de Portugal”. Mas António Correia, que faz parte do coro dos Loureiros, esclareceu que “nem eu sou Gama nem um CD é a Pátria,” não deixando de salientar que a apresentação deste CD é feito “com a simplicidade que um casal tem quando, por ocasião do baptizado convida os amigos para fazer uma festa pelo nas cimento de um filho, fruto de um projecto, de um sonho às vezes com realização inesperada”. 

A sugestão do CD foi avançada pelo presidente da autarquia palmelense e a música “nasceu, quase toda, para o culto, da tradição católica ou protestante, em épocas que vão da Idade Média ao século XX, em ambientes eruditos ou populares. Daí a diversidade de estilos, que vão desde a música a uma voz, neste caso a gregoriana, da Idade Média, à música polifónica dos séculos XVI ao séc. XX, da música popular portuguesa, tornada música coral pela mão de Lopes Graça, até aos espirituais negros. Daí também a diversidade de línguas, Latim, Português, Inglês, Alemão e Espanhol.” 

Mas se este CD existe há que reconhecer, como António Correia o fez, a carolice pois” sem ela onde é que a cultura popular, com bandas de música, coros amadores, bibliotecas populares, ranchos folclóricos, teatro amador... Onde estaria o desporto amador de toda a ordem, desde a columbofilia ao futebol?

Onde estariam as associações de solidariedade, desde bombeiros a Misericórdias, Centros Sociais, Jardins de infância, Centros para Idosos?” 

A terminar a sua intervenção o destacado coralista não deixou de salientar que “é preciso nunca esquecer que o amadorismo está na base daquilo a que poderíamos chamar a pirâmide do ecossistema cultural, desportivo, filantrópico, como os prados e toda a natureza selvagem não podem ser substituídos pelas plantações industriais, produção intensiva. Penso que, da mesma maneira que há por tanto sítio um Monumento aos Combatentes, se devia promover por todo o lado a construção do monumento ao Carola. Quando viessem perguntar quem é esse sujeito, a explicação podia ser.

“E todo aquele que acha que nem só de pão vive o homem, e que gasta tempo livre para ajudar a humanidade a ser mais humana, isto é, a progredir, a evoluir, a ser, cada vez mais, a obra mais perfeita da criação. E todo aquele que, desinteressadamente, luta para ajudar o mundo a ser bom.”

  

UM POUCO DE HISTÓRIA  

O coro dos Loureiros foi criado em 1970, no seio da Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”. 

É constituído por cerca de cinquenta elementos, de idade, ocupação, modo de instrução e origem muito variada, desde os vinte aos sessenta anos, da instrução primária a cursos universitários, do trabalho doméstico a quadros superiores. Há palmelões (a maioria), gente das terras vizinhas e até um francês. Os elementos do Coro dos Loureiros têm em comum o gosto de conviver, a alegria de serem iguais e a satisfação de cantarem em conjunto. E dirigido desde 1974 por Cândida Borges.

 



 

Publicado no jornal "Concelho Palmela" de 24/04/1998

 “O PALCO DAS CANTIGAS” ESGOTA SALA NOS “LOUREIROS”

 

A Sociedade Filarmónica Palmelense “Os Loureiros” brindaram a vila de Palmela com um excelente espectáculo de revista infantil “O Palco das Cantigas’, no passado domingo, e em que participaram 40 jovens.., artistas de mérito, que não deixaram os seus créditos por mãos alheias.

Tal como referiu Rogério Almeida, presidente da Direcção de “Os Loureiros” “o mais importante é esta colectividade continuara ter de pé, esta e outras actividades, onde a participação da juventude é um facto, e onde todos colocamos o nosso empenho.

”O dinâmico presidente lembrou que “os Loureiros mesmo sem apoios e bastará citar os valores dados para a prevenção e toxicodependência por algumas entidades e organismos - continuam a ocupar esta juventude, sem subsídios, mas com óptimos resultados”.

Na opinião deste dirigente associativo “esta é a solução para ocupar a juventude, que enquanto aqui está, não procuram outros caminhos”.“O Palco das Cantigas” é um espectáculo a não perder, cheio de luz, cor e animação, que “obriga” ao riso com quadras, onde alguns palmelões se revêm. Amanhã terá outra oportunidade para assistirá revista. Vá preparado para saber quem guardava o castelo noutros tempos, que pinhal mandou D. Dinis plantar e como se chama a nova ponte sobre o Tejo. Mas os Meninos Ladinos não se ficam por aqui, e, dão uma verdadeira lição de anatomia ao público presente.

Quer um exemplo?

Então pense e responda os membros interiores estão ligados... ás partes vergonhosas!Mas as cantorias são de fazer inveja a “muita vedeta”, que anda por aí, para não falar da apresentação de luxo do Hugo e da Cláudia.

A orquestra repleta de juventude é comandada como mestria por Nuno Baião.

O espectáculo com “A Nossa Palmela”, cantada de pé, não só pelos jovens artistas, mas pelo público presente, que entoa em coro o refrão. 

“Esta Palmela é doçura é doçurados

dos encantos casuais.

Esta Palmela é ternura, é ternura

P´las coisas simples banais

Esta Palmela é um tratado

De promessas sensuais.

Esta Palmela é um pecado

Por ser bonita demais”

 



 

Publicado no jornal "Concelho Palmela" de 28/03/1997

MADRID APLAUDE DE PÉ BANDA DOS LOUREIROS

 

A Banda da Sociedade Filarmónica Palmelense – Loureiros, deslocou-se a Madrid no passado dia 23/03/97, para realização de um concerto no Centro Cultural dela VilIa – Primeiro Auditório de Madrid. A Banda dos Loureiros, sobre a direcção do Maestro José Eduardo Ferreira, contou com a colaboração da Solista Isabel Biu (soprano). Calorosamente aplaudida pela assistência presente neste concerto, onde se podiam ver figuras como o Embaixador e Cônsul de Portugal sedeados em Madrid e outras figuras conhecidas da Comunidade Portuguesa Vasco Lourinho e Antonieta Santos (vereadora da Câmara Municipal de Palmela) que fazia parte da Comitiva dos Loureiros, representada pelo seu presidente, Rogério Almeida, Paulo Barrocas, José Carlos Almeida Rodrigues, José Manuel Costa e pelo presidente da Assembleia Geral, Dr. Humberto Biu.

A realização deste concerto foi um êxito pela interpretação e pela qualidade das obras tocadas, quer a nível musical ou cultural, o que levou a assistência a aplaudir calorosamente a Banda dos Loureiros. Após o concerto realizou-se um almoço convívio, num conhecido com plexo turístico Madrileno, entre os Loureiros, convidados e os responsáveis pela organização do evento.

A vila de Palmela, os Loureiros e a região, estiveram devidamente representadas. A banda desta prestigiosa Sociedade foi novamente convidada a voltar no mês de Novembro, para participar em dois concertos um em Madrid (Las Rosas) e em Vigo. Os Loureiros têm contribuído para aumentar as relações culturais com algumas bandas e grupos corais da vizinha Espanha.

É de realçar que o Grupo Coral da Sociedade os Loureiros deslocouse às cidades de Garrovilla e Lerenna, em regime de intercâmbio estabelecido com a Província da Extrema dura, para concertos de música Coral, tendo igualmente tido enorme sucesso. Desta forma os Loureiros mantêm a actividade divulgadora do seu nome e o da Região de Palmela.

O encontro de coros, que irá decorrer durante o mês de Maio será organizado pelos Loureiros e já está confirmada a presença do Grupo Coral Lerennense (Espanha). E estão igualmente a ser estabelecidos contactos para a vinda dum outro grupo coral europeu.

 



 

Publicado na revista "PALMELA EM REVISTA" de 01/11/1994

SOCIEDADE FILARMÓNICA PALMELENSE (OS LOUREIROS)

Presente na Cultura, Recreio e Desporto 

 

Fundada em 25 de Outubro de 1852, a Sociedade Filarmónica Palmelense (Loureiros) surge com o objectivo de dar apoio musical aos actos públicos realizados em Palmela. Desde então tem-se mantido em funcionamento ininterrupto: 

Até aos anos sessenta o seu percurso foi idêntico ao das outras bandas de música civil amadora: participação nas actividades das populações, “abrilhantando” festas e romarias, participando em procissões e desfiles…

A Banda dos Loureiros assumiu um papel de promoção cultural e de divulgação musical no seu sentido mais nobre. Tem vindo a transformar-se em BANDA SINFÓNICA actuando quase exclusivamente, em concerto. O objectivo é dar a conhecer o reportório escrito unicamente para este tipo de organismo artístico, que pode ser considerado como a ampliação do sector de sopros e de percussão de uma orquestra sinfónica.

Em Maio de 1989, por designação do INATEL a Banda dos “Loureiros” representou Portugal no 10º Festiva de Música de Sopros que se realizou em Viera de Áustria. Neste festival, a Banda realizou concertos constituídos apenas por música portuguesa – além de ter desfilado juntamente com os restantes participantes – honrando os seus pergaminhos, o INATEL e a Cultura Nacional.

Em Julho do corrente ano, participou no Certame Internacional de Bandas de Música “Ciudad de Valência”, organizado pelo Ayuntamiento de Valência. Neste certame, estiveram também presentes Bandas da Noruega, Itália, Bélgica, Eslovénia Holanda e Espanha.

A Banda é actualmente formada por 55 elementos, a maioria dos quais têm idades inferiores a 25 anos. Apenas 10 elementos se situam acima dos 45 anos. Seis elementos jovens tornaram-se músicos profissionais ingressando em Bandas Militares. Sete elementos da Banda são do sexo feminino.

Sempre sob a direcção de algumas das mais notáveis personalidades musicais de banda nacional, como Carlos Saraiva. Joaquim Luís Gomes, Ten. Coronel Alves de Amorim, desde 1974 que o Major José Eduardo Ferreira a dirige com a destreza e o profissionalismo próprios de um excelente maestro.

Além da Banda de Música. Os “Loureiros” dispõem de um Grupo Coral Misto (a criação deste coral, em Janeiro de 1970, veio preencher uma lacuna e criar audiências para esta forma de fazer música) inicialmente dirigido por José Eduardo Ferreira (1970 a 1974) e actualmente orientado pela Prof. Maria Cândida Borges; um Grupo Coral Infantil, uma Escola de Música (para suporte da Banda e do Grupo Coral), um Grupo de Teatro Declamado e de um Grupo de Teatro Musical.

Paralelamente, promove a cultura física através da ginástica e do ballet.

Consciente do papel que lhe cabe na promoção da cultura e na divulgação das artes, “Os Loureiros” organizam concertos com agrupamentos artísticos de vária natureza, amadores e profissionais, bem como espectáculos de teatro contribuindo, assim, para a satisfação de algumas necessidades culturais do povo de Palmela. 

A sociedade ostenta o grau de Cavaleiro da Ordem da Benemerência e foi condecorada com as medalhas de Reconhecimento e Mérito e de Ouro da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio.

Foi-lhe também reconhecida, pelo Primeiro Ministro, a utilidade pública da sua actividade.



 Jornal das Festas das Vindimas 1982 em Pdf

 

 

(clica na imagem para descarregar  o Jornal)



Publicado no jornal "ABC" de Sevilha de 08/10/1964 - Noticia sobre a deslocação de nossa Banda a Cartaya por ocasião das Festas de Nossa Senhora do Rosário.

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Brilhante Concerto de uma Associação Musical Portuguesa em Huelva

Huelva 7. A Sociedade Filarmónica Palmelense – associação musical lusitana -, que nos últimos dias ofereceu vários concertos em Cartaya, por ocasião dos festejos em honra da sua Patrona, Nossa Senhora do Rosário, ofereceu esta noite um concerto ao ar livre na esplendida Praça de José Antonio Primo de Rivera, desta capital. Esta Filarmónica, fundada em 1852, galardoada com várias e importantes condecorações, interpretou composições de Chopin, Verdi, Gounod entre outros.

O numeroso público concentrado na praça aplaudiu prolongadamente cada uma das interpretações executadas por esta Sociedade Filarmónica, nesta sua primeira visita a Huelva, estreitando mais os laços que une esta cidade com a localidade de Palmela.        

 



Publicado no Jornal "A VOZ DE PALMELA" de 14/07/1955

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Maestro Joaquim Luís Gomes
 

“A VOZ DE PALMELA” apresenta ao Sr Joaquim Luís Gomes, distinto Maestro da Banda da nossa Sociedade Filarmónica Palmelense (Os Loureiros), as mais sinceras felicitações pelo seu recente e notável triunfo, em Génova, Itália, onde os seus elevados méritos de compositor consagrado, foram altamente distinguidos, ao ser-lhe conferida a 1ª classificação no Festival da Canção Latina, pela apresentação da melodiosa canção “OLHOS VERDES” de sua inspirada autoria, e que tão assinalado êxito obteve. 

O triunfo artístico de Maestro Luís Gomes é uma glória para Portugal e para Palmela que se orgulha de possuir como regente de uma das suas Bandas. Ao Festival da Canção Latina, em Itália, concorreram com as suas Obras, os mais célebres compositores dos vários países latinos, e foi um compositor português, Maestro Luís Gomes, o que, entre tantos, triunfou, mercê de um talento artístico que o guinda a plano internacional. 

Regozijamo-nos e orgulhamo-nos com o facto, com o triunfo alcançado por tão insigne compositor, a quem nesta hora festiva, protestamos a nossa mais viva admiração. E à secular Colectividade, a Sociedade Filarmónica Palmelense (Os Loureiros) ugualmente tornamos extensivas as nossas felicitações por terem a felicidade de possuir à frente da sua Banda tão prestigioso artista. 

«OLHOS VERDES» consagram a música ligeira portuguesa dos nossos tempos, comprovando que as nossas possibilidades actuais nesse aspecto musical, vão muito além das melodias regionalistas ou folclóricas, música sem dúvida «preciosa e que tem o seu lugar», mas que, por si só, seria insuficiente para exprimir um clima músical. 

«OLHOS VERDES» de Maestro Luís Gomes, são bem a harmonização dos nossos ritmos populares a uma fácil receptividade por parte dos ritmos «internacionais». Ganhou a música ligeira portuguesa, por países estrangeiros, mais um assinalado triunfo para consolidação do seu prestígio. 

Cumprimenta-mos o Maestro: Sr. Luís Gomes, apetecendo-lhes novos e maiores êxitos artísticos, para bem da arte que dignamente serve, para bem de Palmela e de Portugal.

Entendemos que o Maestro Sr. Joaquim Luís Gomes bem merece, por parte das Entidades Oficiais do Concelho de Palmela, às quais a manifestações artísticas não são indiferentes, como ultimamente se tem comprovado com a realização dos Concertos Musicais nos Claustros do Convento da Ordem Militar de S. Tiago, no Castelo, bem merece, repetimos, uma homenagem pública de consagração, digna e expressiva de que as nossas Entidades Oficiais e a Colectividade Os Loureiros, e, bem assim, todos os Palmelenses, se congratulam com alto valor artístico de Maestro Luís Gomes com a obtenção do primeiro prémio absuluto para a canção inédita, entre os mais consagrados compositores das Nações Latinas, e que soube conquistar para Portugal, com reflexos brilhantes para Palmela. 

A melodia «OLHOS VERDES» foi cantada em Génova pelo nosso tenor Guilherme Kjolner, com acompanhamento de orquestra dirigida pelo maestro Belo Marques. A letra da mesma é da autoria do distinto poeta Jerónimo de Bragança.

Interpretando, sem dúvida alguma, o sentir de toda a população palmelense, «A VOZ DE PALMELA» alvitra uma Sessão pública de homenagem e reconhecimento ao distinto Maestro e a realização dum espectáculo de cujo Programa constasse, como seu número de honra, a audição de «OLHOS VERDES» cantada por Guilherme Kjolner.

E, quanto a nós, seriam a Câmara Municipal de Palmela, entidade a que está afecta a sublime causa da Arte e a Sociedade Filarmónica Palmelense (Os Loureiros) que deviam chamar a si, a execução desta justíssima homenagem. E não falta, felizmente, em Palmela, uma esplêndida casa de Espectáculos que oferece o ambiente próprio para tal homenagem.

Aqui deixamos a nossa sugestão. «A VOZ DE PALMELA» põe-se, incondicionalmente, ao lado das Entidades que em nosso entender, têm por dever tomar a iniciativa e execução do que alvitramos.

VISADO PELA CENSURA

 



Publicado na Revista "Gazeta dos Caminhos de Ferro" de 01/06/1955

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Os Sapadores de Caminho de Ferro antigos combatentes em França reuniram-se este ano na linda vila de Palmela para festejarem o 36. ° ano do regresso a pátria

Como mesmo brilho dos anos anteriores e aquele inalterável espírito de camaradagem, que é uma das mais belas tradições dos expedicionários do Batalhão dos Sapadores de Caminhos de Ferro à França em 1917, os antigos oficiais, sargentos, cabos e soldados, reuniram-se mais uma vez para a sua festa de confraternização — que é uma grande festa de família. A reunião deste ano, comemorativa do 36º aniversário do regresso do batalhão a Portugal, decorreu, como sempre, num ambiente de fraternal convívio, que não teve, porem, aquela nota alta de carácter festivo dos outros anos, devido á impossibilidade de comparecer, por motivo de grave doença, o Sr. general Raul Esteves.

Em Vila Nogueira de Azeitão houve uma paragem para visita às instalações da firma José Maria da Fonseca, Sucs., Lda. Às 12 horas chegaram a Palmela, cuja população lhes dispensou entusiástico acolhimento. Eram ali aguardados por muito povo e pelas bandas de música das Sociedade Filarmónica Palmelense Os Loureiros, e Sociedade Filarmónica Humanitária. Efectuou-se depois uma sessão de boas-vindas na Câmara Municipal. Constituída a mesa, ladeada pelos bombeiros com os seus estandartes e representantes das duas instituições recreativas, igualmente ostentando a sua bandeira e a do Município, o Presidente, Sr. Humberto da Silva Cardoso, antigo combatente telegrafista de Infantaria 11 e prisioneiro na Grande Guerra, saudou os seus companheiros de luta. Afirmou que grande honra era para Palmela terem os combatentes escolhido este ano aquela terra para a sua festa. Se o facto de ela ser hoje tão visitada por turistas constitui motivo de contentamento para os palmelenses, agora sem dúvida, essa satisfação era ultrapassada pela honra da escolha e pelo regozijo da população. Recordou a presença de Portugal na guerra de 14, onde os portugueses deram alta lição de patriotismo que deve servir de exemplo para o conturbado mundo de hoje, e manifestou-se imensamente feliz por poder saudar os seus antigos camaradas em nome de Palmela, a todos envolvendo num abraço. Concluiu erguendo «vivas» a Portugal e ao Exército, apresentando cumprimentos ao actual comandante do Batalhão Sr.. tenente-coronel Pereira Dias.

O Sr.. Eng.º D. Rodrigo de Serpa Pimentel, em nome de quantos ali tinham comparecido, agradeceu a recepção, salientando que seriam inesquecíveis a gentilíssima hospitalidade dispensada e as manifestações de que foram alvos. Terminou com um «viva» a vila de Palmela e ao Presidente do Município, calorosamente correspondidos pelos presentes. Celebrou-se em seguida, na igreja de S. Pedro, missa por alma dos combatentes do batalhão, após o que, no salão de festas da Sociedade Filarmónica Palmelense Os Loureiros, engalanado com muitas bandeiras das nações aliadas que participaram na Grande Guerra, armas e dísticos com saudações ao «Sempre Fixe», teve início o almoço, servido por senhoras do grupo cénico da Sociedade, vestidas com trajos alsacianos. Momentos antes, no palco, o presidente de Os Loureiros saudou os antigos combatentes.

O lugar da presidência não foi ocupado. Quis-se assim testemunhar, de forma que a todos impressionou, a mágoa dos presentes pela não comparência do Sr.. general Raul Esteves e a simpatia e o apreço que os combatentes têm pelo comandante do batalhão na Grande Guerra. À direita sentaram-se os Srs. Humberto da Silva Cardoso, presidente da Câmara; tenente-coronel Pereira Dias, Dr. Ferreira Deusdado e Eng.  Almeida Graça e Carlos Alves, Costa Marques e Ricardo Gaioso; e à esquerda os Srs. Eng.. D. Rodrigo Serpa Pimentel, Salema Garção e Manuel Bruschy ; tenente-coronel Cortês Lobão, Dr. Sousa Amado, António Cardoso Maçarico, presidente da Sociedade Palmelense e Henrique Graça; secretario da Câmara. À sobremesa, abriu a pequena série de brindes — todos eles muito breves — o Sr. tenente-coronel Cortês Lobão. Realçou que era cada vez mais sólido o espírito de união que liga os antigos combatentes, força que constitui admirável exemplo de coesão e solidariedade. Lamenta a falta do Sr., general Raul Esteves, cuja figura de grande chefe militar exaltou vibrantemente e fez votos para que ele volte ao convívio dos seus amigos e admiradores e de quantos tiveram a honra de servir sob as suas ordens. Aludiu ao significado daquelas reuniões anuais. “Enquanto houver dois combatentes do Sempre Fixe, elas continuarão a fazer-se”. Falou em seguida o Sr.. Dr.. Ferreira Deusdado. Acentuou que o batalhão foi sempre constituído por homens disciplinados “que souberam e sabem servir a Nação em qualquer circunstância”, e teve para com o Sr.. general Raul Esteves as mais calorosas referências.

 

 

Se ele estivesse ali reafirmaria aquele inquebrantável sentimento de confraternizações que, ao longo dos anos, vêm mantendo os Sapadores de Caminhos de Ferro  expedicionários à França. O Sr.. sargento Vítor Hugo da Silva leu uma saudação ao batalhão congratulando-se pelo brilho daquelas reuniões anuais. O Sr.. presidente da Câmara, afirmando que não falava na qualidade de presidente do Município, mas como antigo camarada na Grande Guerra, renovou as saudações aos seus companheiros e recordou episódios em que tomou parte, alguns deles quando prisioneiro. 

 

Em representação de Sr.. general Raul Esteves, encerrou os discursos o Sr.. D. Rodrigo de Serpa Pimentel. Leu o texto do telegrama que seria enviado ao antigo Comandante do Batalhão formulando votos pelo seu restabelecimento. Manifestou a gratidão de todos pela forma gentil como Palmela recebera os combatentes; para os Srs. Presidente do Município e pároco da sede da freguesia teve referências especiais ; mostrou agrado pela presença do actual comandante do batalhão, agradeceu à Imprensa o apoio que tem dado ã reunião anual dos Sapadores do Caminho de Ferro e felicitou os camaradas por se manter inabalável o espírito de boa compreensão e amizade nascido há trinta e seis anos e que os leva a acudir á chamada quando esta tem lugar. Terminou bebendo pelas melhoras do Sr. general Raul Esteves e pelo batalhão.   Durante o repasto um grupo coral feminino da Sociedade Palmelense entoou diversas canções, entre elas a “Madelon”. Efectuou-se depois uma visita ao castelo onde a banda da Sociedade Filarmónica Humanitária, sob a regência do Sr. Manuel da Silva Dionísio, executou marchas de concerto, fantasias populares e rapsódias portuguesas.

 



Publicado no Jornal "O DISTRITO DE SETÚBAL"  de 26/01/1955

VIDA RECREATIVA

Onde se fala da operosa e muito louvável actividade da Sociedade Fil. Palmelense "Loureiros"

 

A já centenária Sociedade “ Os Loureiros”, de Palmela, de tradições que justificam o natural orgulho dos seus associados e simpatizantes, foi fundada no remoto ano de 1852. Foram seus sócios fundadores os srs. Joaquim José Correia, António Carlos dos Santos, António Joaquim Pinto, Cláudio Benedito dos Santos, Feliciano Marques Guerreiro, Francisco Fernandes, Francisco José Pardelha, Joaquim José Correia, Joaquim Nunes da Silva, Joaquim Tomás Ferreira, José Ferreira Sardinha, José Maria Baptista, Leopoldo Ferreira Peres, Luís Mendonça, Miguel Carlos Maria da Silva, Salvador Augusto Rodrigues e Francisco Augusto de Paiva, todos dizem fontes autorizadas — “homens dos mais categorizados e ilustres da vila de Palmela”.  

Sem pretensões a fazermos história, não aos podemos furtar ao registo de algumas notas biográficas sobre, a gloriosa sociedade. Assim, em 29 de Junho de 1853, realizou a banda a sua primeira exibição em público por sinal na Igreja Matriz de S. Pedro, sob a regência do seu primeiro maestro, sr. José Cipriano Arronchés. Depois de diversas vicissitudes que levaram a colectividade a passar por sucessivas instalações, conseguiram os «Loureiros» a tão almejada sede própria, graças ao espírito empreendedor do sr. António Cardoso Maçarico e à ajuda sempre pronta dos associados. 

Dedica-se a sociedade, especialmente, à Música e ao Teatro. A sua banda tem tido justo, renome não só no distrito, como em todo o país. Para tanto, basta referir que tem executado concertos de norte a sul e, até mesmo, na vizinha Espanha. No Teatro, não será demais dizer, para pálida ideia do seu valor, que ainda perdura o eco das suas arrojadas – para o meio – iniciativas sendo em conjuntos amadores do melhor que se tem visto. Embora cultivando o género ligeiro, mais do agrado das multidões ou, melhor dizendo, do povo, nem por isso podemos regatear aplausos. As suas revistas são bem conhecidas dos entusiastas do distrito, especialmente do público de Setúbal, onde vieram por inúmeras vezes, para não falarmos já nas muitas centenas de setubalenses que, propositadamente se deslocam a Palmela. Na actualidade, a secção teatral não desmerece dos tempos idos, e como prova provada temos o autêntico sucesso que está alcançando a presente temporada dos Loureiros. 

Por um conjunto de circunstâncias favoráveis e por sabermos que algo havia a divulgar aos nossos leitores, não só quanto ao passado, mas também quanto ao presente e futuro da colectividade, nasceu em nós o propósito de efectivarmos uma reportagem oportuna, e desenvolvida junto dos Loureiros, trabalho esse que obteve o melhor acolhimento dos actuais corpos gerentes. Postos em contacto com o sr. António Cardoso Maçarico, foi-nos possível o que passamos a reproduzir neste trabalho, e o que nesta página publicamos em jeito de reportagem.  

Temos como principal objectivo ampliar as instalações da Sociedade, concluindo a esplanada anexa – declarou ao nosso jornal o presidente dos Loureiros 

Amavelmente recebidos no gabinete da direcção e na presença de diversos dirigentes, foi-nos fácil interrogar o presidente honorário da direcção, sr. António Cardoso Maçarico, que exerce tal cargo há cerca de 20 anos. 

Começou por nos declarar:

— «A minha Sociedade, fundada há mais de um século, tem tido sempre uma intensa actividade musical e teatral. A banda possui cerca de 40 executantes, sendo seu regente o consagrado maestro, sr. Joaquim Luís Gomes. 

«Falar do seu valor passado e presente torna-se moroso e corremos o perigo de cansar o leitor; no entanto sempre referirei a sua actuação pelas principais cidades e vilas do pais, e a visita que já fizemos a Ayamonte, Badajoz e Tuy, em Espanha. 

Possui a colectividade alguns títulos que a dignifiquem? – inquirimos.

- Sim a Sociedade “Os Loureiros” é condecorada com a Ordem de Benemerência e com a medalha de Reconhecimento e Mérito atribuída pela Federação das Sociedades de Educação e Recreio. 

Sempre no desejo de bem informarmos os nossos leitores, ocorreu-nos perguntar então, qual a actividade presente da colectividade. Logo nos foi dito:

- “Especialmente dedicados aos nossos consócios, efectivamos com regularidade concertos e festas de aspecto recreativo. Também não esquecemos a renovação de valores, para tanto mantendo uma escola de aprendizes de música, sob a  proficiente orientação do actual regente.

- E sobre projectos? – insistimos, ante a complacência e entusiasmo do nosso interlocutor.- «Temos como principal objectivo ampliar as instalações da Sociedade, concluindo a esplanada anexa. Para o efeito, a vida económica da agremiação dá-nos a garantia de que precisamos.- «Pensamos ainda — acrescenta o sr. Cardoso Maçarico - demolir o actual coreto que possuímos no largo em frente da sede, para construirmos na primeira oportunidade, e logo que a urbanização do local esteja concluída pela Câmara, um novo que reúna melhores condições. 

Ouvindo falar na Câmara, resolvemos derivar -  a nossa conversa - para outro aspecto também muito curioso.

- Diga-nos, sr. presidente, o auxilio da Câmara é frequente e por forma a constituir bom estimulo?

O nosso entrevistado não teve dúvidas em afirmar:

- «Em 1952, a Câmara concedeu um subsídio de 5 contos, por altura do centenário da colectividade. Mais nada se registou. Em meu entender, o Município deveria auxiliar mais e melhor as colectividades existentes no concelho, favorecendo desta forma, a sua missão cultural junto dos povos.

«De resto, a nossa Sociedade sempre tem colaborado gratuitamente em diversas iniciativas da Câmara e outras instituições, tais como a Misericórdia, os Bombeiros, o Palmelense F.C., etc.. Como exemplo, entre tantos, cito o facto da receita do primeiro espectáculo da série que vimos efectivando ter revertido em benefício da Comissão Municipal de Assistência, com apreciáveis resultados materiais. Ainda neste aspecto, quero referir a assistência que sempre prestamos aos sócios em dificuldades. 

Para encerrarmos o presente trabalho, que já vai longo para o espaço que nos atribuíram, tentámos a ultima pergunta:

— Tem a colectividade algumas referências especiais a fazer a entidades oficiais ou beneméritos particulares?

Resposta pronta:

— “Quanto a entidades oficiais, queremos destacar o amparo que sempre recebemos do sr. Governador Civil, dr. Corrêa Figueira (sócio honorário), dos presidentes das Câmaras Municipais de Setúbal e de Palmela, e do Prior da Freguesia, rev. padre Manuel Caetano; das entidades particulares, podemos referir a dedicação dos srsLúcio Borges, ensaiador do grupo cénico, Manuel Sequeira Paula, regente da orquestra privativa, Mário Nascimento e Herculano Custódio. Não podemos ainda esquecer o sr. Dr Luís Cabral Adão, amigo de sempre, a nossa estimada congénere Sociedade Humanitária Palmelense, e o bom povo de Setúbal e Palmela, a firma João Cândido Belo & Ca, Lda., que tantas gentilezas nos tem proporcionado, e por último o indefectível amigo que é o sr. Samuel Lupi dos Santos Jorge (sócio honorário), de Rio Frio, que tem concorrido com valioso auxilio, sobretudo quando da construção da sede própria pelas comemorações do centenário. 

Para o jornal «O Distrito de Setúbal», sempre ao serviço da causa recreativa e musical, também vai o nosso melhor reconhecimento. 

Foi com o maior prazer que assistimos ao espectáculo de variedades

Feita a entrevista, foi-nos dado o prazer de assistir ao magnífico espectáculo de variedades, uma realização do grupo cénico da Sociedade, ensaiado por Lúcio Borges. 

Sala repleta de um público caloroso, entre o qual se viam muitas pessoas de Setúbal. E foi neste ambiente de verdadeira família e de quente entusiasmo, que o grupo cénico, da Sociedade, composto por cerca de 50 figuras, iniciou a função. 

Ali houve dinamismo, alegria e movimento. Tudo bem, tudo excelentemente combinado, desde a simples coreografia à hábil iluminação, passando pelo cenário perfeito e pelas inspiradas páginas musicais. Também se representou um entreacto cómico, “A ordem é … ressonar “, de bom desempenho e no qual se faz graça pura sem se recorrer à piada baixa e grosseira de que as nossas revistas por vezes se enchem. 

Destaquemos, entre tantas belas vozes, as de Maria Manuela Paula, Maria Aldegundes Ribeiro, Salete Campos, Dili Cardoso e Margarete Carvalho. 

No naipe masculino anotemos a boa presença de Vitoriano Coelho, Isidoro Fernandes, Orlando e Hernâni Barrocas, Rui Assis Lobo e João Fernandes Matos.

O’ptima a colaboração da jovem pianista Maria Cândida Borges. 

Sempre excelente o acompanhamento musical prestado pela orquestra privativa, dirigida por Manuel Sequeira Paula. No final, depois da bela apoteose, o público chamou ao palco os verdadeiros pilares da revista: Lúcio Borges, director e ensaiador do grupo e Mário Nascimento, um autêntico «factotum» de inestimável valor, que foram vibrantemente aclamados. 

Em suma, espectáculo para ver e rever. 

E assim demos por findo o nosso modesto trabalho, agradecendo ao presidente da colectividade nesse dia em festa, e aos restantes dirigentes, as amabilidades que quiseram dispensar-nos. Julgamos cumprida a missão de que fôramos incumbidos. Se melhor não fizemos não foi porque nos faltasse vontade, mas talvez porque nos escasseasse o talento.

 



 

 

 
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